Minas invadiu de vez minha perspectiva, de novo. Estou cego de Minas outra vez. Só vejo a Amazonas, a Tamoios depois da Praça Raul Soares, o Viaduto Santa Tereza, a Francisco Sales e o prédio marrom opulento quase na esquina da Mal Deodoro. Só vejo o sol vermelho se recolher atrás da Serra do Curral nas tardes do 15º andar ao som de Toninho Horta, Celso Moreira... Só ouço a voz do Helvecinh (sem ´nho´ mesmo uai) a contar, a falar da "mentalidade de garimpo" de alguns comparsas.
E a janela wide opened trazendo a brisa que talvez tenha passado por um cem número de quintais antes de me arrebatar ali, hipnotizado pelas montanhas que Milton uma vez desenhou num LP.
E correm lágrimas, cerveja, músicas, palavras, música, palavras, risos...
Eu de volta no trem de doido, muito além do céu...nuvem cigana querendo casa, minha casa.
Abraço o Tusta e tomo o rumo de volta, pela Contorno e em direção à Savassi, subo a Nossa Senhora do Carmo e acelero. São Pedro, Sion, a favela do Papagaio ficam pra trás. A curva do Ponteio, o BH Shopping e eu na banguela, o anel rodoviário de novo. Úrsula Paulino, a Igreja, Praia dos Sapos afinal. Lair aberto, ele não está mais lá, se foi. Mas vejo o Góis, "Pelo Amor de Deus", Darão, "Leitão", muita gente. Desço do carro, e é febre, febre de gente, de uma gente que não acaba. Vai embora, chega mais, nada muda. Parece até que conheço o mundo todo, pelo nome, pelo apelido.
Volto trôpego pra casa. Não fui assaltado. Sorte. Sorte de quem o pai ainda espera, verifica, certifica que não falta um pedaço.
"Minas permanece impávida"...não falta um pedaço.
Em mim... só em mim...um pedaço falta...
Amanhã é só outro dia...outro dia longe de Minas.
E a janela wide opened trazendo a brisa que talvez tenha passado por um cem número de quintais antes de me arrebatar ali, hipnotizado pelas montanhas que Milton uma vez desenhou num LP.
E correm lágrimas, cerveja, músicas, palavras, música, palavras, risos...
Eu de volta no trem de doido, muito além do céu...nuvem cigana querendo casa, minha casa.
Abraço o Tusta e tomo o rumo de volta, pela Contorno e em direção à Savassi, subo a Nossa Senhora do Carmo e acelero. São Pedro, Sion, a favela do Papagaio ficam pra trás. A curva do Ponteio, o BH Shopping e eu na banguela, o anel rodoviário de novo. Úrsula Paulino, a Igreja, Praia dos Sapos afinal. Lair aberto, ele não está mais lá, se foi. Mas vejo o Góis, "Pelo Amor de Deus", Darão, "Leitão", muita gente. Desço do carro, e é febre, febre de gente, de uma gente que não acaba. Vai embora, chega mais, nada muda. Parece até que conheço o mundo todo, pelo nome, pelo apelido.
Volto trôpego pra casa. Não fui assaltado. Sorte. Sorte de quem o pai ainda espera, verifica, certifica que não falta um pedaço.
"Minas permanece impávida"...não falta um pedaço.
Em mim... só em mim...um pedaço falta...
Amanhã é só outro dia...outro dia longe de Minas.