segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Cápsula do tempo. Respostas aos comentários dos comentários no Canto VI

Perdão, pequeno Baudelaire. Você chutou a porta e a tranca quebrou. E eu que pensara ter cerrado o "demolidor" em lugar seguro, vejo-o flanar de volta por aqui, estabanado, ainda que não mal intencionado. Peço-lhe que releve. Ele e eu, como Banner e Hulk da Marvel, não somos os vilões. Estamos mais para o "amante rejeitado", aquele coitado que ama demais, mas a despeito disso, é sumariamente desprezado e dai reage virulento, por quase 3 minutos. Mas é tudo confete. 

No entanto, como presumi que essa folia carnavalesca poderia ser-lhe útil (para o seu caminho para Damasco), ei-la.

(...)

Imagem produzida pelo Gemini


"Ele se julgava o demolidor"

Se sábio fosse, deixaria que o tempo  - o senhor da razão, postulava Sartre - cuidasse de controlar sua testosterona (ahhhh que saudade). Ou que resolvesse a minha falta dela (improvável). Que o tal senhor se incumbisse de aplacar ímpetos irrefletidos… ou me livrasse da pieguice da pseudo-sapiência anciã. Mas não… Não sou sábio… nunca fui. Portanto, dane-se.

Ahhh, antes disso, me lembrei de outra: “uma bichinha, bichinha…” 
- Sai pra lá Costinha, não me atrapalhe com pensamentos intrusivos. 

Continuando: quedas do cavalo, daquelas que instigam reflexões e auto-análises, são físicas, não quedam ensinadas por professores ou mestres, gurus ou ídolos, mesmo velhos ou sábios (tô virando um mestre na Paronomásia). Devem acontecer, serem vivenciadas, para que da experiência latu senso, como gosta, aprendamos alguma coisa (daqui para coach da Internet é um pulo. Chupa Pablo Lamaçal).

Perai… Não era isso também… deixe-me ver… hmmmmmmmmmmm 

Ah, voltei: eis que não sou sábio, e importunado pela assimetria de justificativas e contradições nos argumentos, não resisti a de novo (de novo, de novo) por em pratos limpos os pontos divergentes (coisa de cartesiano). 

1 - a razão é universal ou relativa?
2 - tudo é relativizável pelas lentes do éthos ou há verdades universais? 

A resposta que faz sentido pra mim é binária e mutuamente exclusiva: 
1 - universal; 
2 - Não; como bem sabe. 

Nota: pensei que deixara isso claro (de uma coisa me orgulho no meu cartesianismo insípido: não há prolixidade nem chorumelas, apenas  lógica, ou pelo menos o desejo seminal de ser lógico. Pão é pão e queijo é queijo). Se não ficou bem explicado, peço auxílio a meu oráculo.
- Gemini, help me please.
[O Silogismo da Prova
1. Suposição (Negação da Tese): A epistemologia não é universal; ela é puramente social (ou seja, a verdade de uma afirmação depende exclusivamente do contexto, grupo ou cultura).
2. Desenvolvimento: Se a validade do conhecimento é estritamente social, então dois grupos diferentes podem sustentar afirmações contraditórias (A e ~A) como sendo simultaneamente "verdades legítimas".
3. A Contradição: Se A e neg A são aceitos como verdade, a lógica colapsa. Em um sistema que aceita contradições, qualquer afirmação (por mais absurda que seja) pode ser provada como verdadeira. A "verdade" perde seu valor distintivo: se tudo é verdade, nada é verdade. Torna-se uma tautologia vazia.
4. O Absurdo: O conhecimento deixa de ser uma ferramenta de orientação na realidade e passa a ser apenas ruído social. Como não podemos operar em um mundo onde "está chovendo" e "não está chovendo" são verdades idênticas, a premissa inicial gera um sistema impossível.]

Tem mais, agora afunilando para a discussão sobre Russel, Marie Curie, Camus…
A estrutura "A ou então B" geralmente sugere que uma das coisas exclui a outra.
A: Russell é fruto do meio.
B: Curie e Camus são exceções que provam que o meio não é tudo.

Nesse caso, se A for verdade, B obrigatoriamente é falso. Se o intelecto é estritamente ambiental (A), então não existem "exceções" (B), pois o ambiente seria uma lei universal. Se existem exceções (B), então o ambiente não é a causa absoluta (Não A).

Porra Baudelaire, você precisa urgentemente estudar lógica antes de me pedir pra ler Certeau. E se tentar arredondar isso ai com o OU mutuamente inclusivo (vá pesquisar Lógica), meto-lhe logo essa:

A: OU Russell é fruto do meio.
B: OU Curie e Camus são exceções que provam que o meio não é tudo.

Possibilidades

A verdadeira e B verdadeira: antinomia-> Russell é fruto do meio ao mesmo tempo em que Curie e Camus provam que o meio não é tudo.

A falsa e B verdadeira: antinomia-> Russell lorde e rico não sendo fruto do meio implica outra exceção, diametralmente oposta à exceção de Curie e Camus (pobres e sem estímulos diretos vindos do ambiente. Transfugas??? Ambos??? Mas que diabo de "exceção" generalista é essa?). 

A verdadeira e B falsa: antinomia-> Russell fruto do meio enquanto Curie e Camus não mais exceções. Fruto do meio e não dão no mesmo.

Não dá meu… não dá. Tudo é tudo e nada é nada. Meus ovo, karai. Papo de maluco.

Pois bem, depois disso, se isso ainda me faz um colonizado, ocidentalizado, ok. E antes que venha com excuses… postulou sim que a razão e quase tudo mais é relativo ao éthos. Fez críticas a brancos, europeus, lordes usando tal argumento, ainda que sem saber ou formalizar, já que usava(ou só reverberava, vomitava) a clave de Certeau/Bourdieu para seus comentários. Esquivou-se sim quando apresentei contraexemplos invalidando sua premissa. Chamou-os de exceção sem notar que a regra com a exceção que serve para validar A e excepcionalmente B, é uma antinomia, com o OU mutuamente exclusivo ou mutuamente inclusivo (pesquise na Lógica). E ainda riu como se meus contraexemplos contra suas “exceções” fossem um erro infantil. PQP!!!

Ahhhh Dunning-Kruger, perdoai-o, ele não sabe que não sabe, e diz. 

Ao invés de um quadro, ai vai mais uma evidência de seus arroubos tresloucados:

A - Russell é um intelectual porque foi provido pelo ambiente e meios para sê-lo ( e olha que ainda dei-lhe a chance de reconsiderar já que a regra prescrevia a condição como necessária E suficiente (leia o que é isso na matemática), e eu não via assim);

B - Marie Curie ou Camus não tiveram a mesma sorte mas são a exceção à regra (existem exceções, pois. Qual a regra para a exceção?  Em que  condições ocorreriam? Mistérios).

Agora esquecendo a lógica formal, veja que lindo: o uso da regra prescreveria que se lorde inglês, intelectual. Todos os abastados terminariam como um Russell. 
A realidade, intrujona, aponta para o contrário, que na verdade Russell foi excepcional, um entre milhões de comuns abastados na Grã Bretanha. Então os milhões de abastados não intelectuais do Reino Unido são também exceção à sua regra? Parabéns, acaba de inventar a excepcionalidade majoritária, uma contradição em termos. 

E quanto a Currie e Camus?, seriam a exceção?, outra exceção já que diferente da descrita acima? Regra feita de exceções! Exceções do que mesmo? Quadro oligofrênico.  MUITO conveniente. Infelizmente tática erística conhecida:

[Se o seu oponente estiver usando a exceção não para refutar a regra, mas para salvar a própria pele quando a regra dele falha, ele pode estar usando:

A Redução Ad Hoc (ou Pleito Especial): É quando alguém cria uma "exceção de última hora" para explicar por que sua teoria falhou naquele caso específico, sem alterar a teoria original. É o famoso: "A regra vale para todos, menos para este caso porque ele é 'especial'".]

Só você define quando a exceção se aplica e quando não se aplica. De novo, MUITO conveniente. Puta regra, literalmente… eu diria que uma regra quenga, dada.

Voltando: dúvidas inundam minha cabeça. Se não fosse colonizado, seria o que? Africanizado? Não colonizado então? Colonizado pela África? Qual a diferença intrínseca? É melhor ser A do que B? Por que? Isso tem a ver com ciência e/ou método? Ou simplesmente é negação pura e simples? Para quê? Do que? Por que?

Explicações little Baudelaire, explicações… peço desde o Canto II. Não as providenciou, apenas tangenciou e ricocheteou digressões, referências, argumentos de autoridade, espiralando o tema sem tocá-lo no âmago. Por vezes prolixo, uma metralhadora sem eixo, entulha o texto mas não conclui nem explica. Sei que pensa assim, seu jeito de pensar. Mas isso é só um pleonasmo vicioso. Again, elimina toda e qualquer possibilidade de debate. Leu mesmo minhas súplicas no Canto V? Se idiossincrasias agora são parâmetro relevante ao debate, fudeu. Leu mesmo?

Tem mais: também a ciência e o método científico são frutos determinantes do meio e tem lado? Deveríamos apenas usar a metodologia da tribo cujas descobertas astronômicas espantaram Carl Sagan? O que, aliás, tem isso mesmo a ver com o que estávamos falando?

Por mim tudo bem, bem demais. Se o método permite conclusões verdadeiras e verificáveis e não carrega em si contradições lógicas, é definitivamente um bom método. 

Ou também a lógica tem lado? É ocidental e não consequência da experiência humana que contraditoriamente compilou as contribuições não ocidentais de  Dignāga (Índia, séc. V - VI), Mozi (Micius) e os Moístas (China, séc. V a.C.), Al-Farabi (Pérsia/Turquestão, séc. IX - X), Ibn Sina / Avicena (Pérsia, séc. XI. Por esse tenho um apreço ainda maior. Era médico, foi pioneiro na compreensão das doença e seus tratamentos, e muito certamente serviu de inspiração para O Físico, de Noah Gordon. Uso muito com a minha Dra Luiza]. 

E antes da indignação afetada, aquele riso de superioridade de quem já sabe disso tudo e está ofendido, dos pqp e vsf, pelo amorrr de Dios, se sabe tudo, pare de se contradizer. Falar algo numa sentença e o oposto na seguinte com a mesma naturalidade verborrágica como se um diálogo devesse discorrer dessa forma implode a cabeça do titio aqui. Isso já não é debate. Você nem me responde nem escreve pra mim. Escreve para outrem. Pior, está tornando-se um personagem de si mesmo. Notou isso? Crise de identidade? Assuma seus desejos pérfidos e indignos: vida boa, grana, carro, herança, ócio criativo. Se isso confronta o wokismo acadêmico da beautiful people que tem que mostrar indignação (não ação) contra as injustiças do mundo, apenas impugnando tais gostos em público, resolva-se. 

E não caríssimo, a lógica não foi uma "descoberta" grega, mas uma estrutura de pensamento que emergiu simultaneamente em diferentes civilizações para resolver questões de debate, validade e realidade. Pra ser franco, acho que como todo o resto do conhecimento humano, que é um amálgama de tudo e de todos ao longo da história, compilações. Não estou certo… (?) Não deveria saber disso? 

Bom, se respondeu sim às perguntas acima, eis que concordo. Quem sou eu pra abordar tal embate filosófico já travado pelo Racionalismo, Empirismo Clássico (e também o Analítico, creio) e o Positivismo Lógico versus Karl Mannheim, C.A.J. Coady, a Filosofia da Ciência de Thomas Kuhn e finalmente Alvin Godman e sua Epistemologia Social Analítica? Mas estou mais pra Popper que Foucault, mais pra Pinker que Foucault, mais pra Locke que Foucault. Acho que foucault mesmo! (é irresistível não vir à minha cabeça a cena emblemática e caricata/hilária (pra mim) de Tropa de Elite, ver Matias, o 01, descaralhando a sala de aula da PUC-Rio e seus "especialistas em segurança pública" no exercício de Foucault e sua relação Saber-Poder e seu conceito de Vigiar e Punir, baseado em sua crença na inexistência de uma verdade universal pura (ihhhh, tive um deja vu aqui. Sério... parece que já vivi exatamente esse momento antes, escrevendo aqui isso agora... Ui, coisa de maluco). Mas a ONG bonitinha cai com Baiano com ou sem Foucault, afinal, no tráfico não se abatem inimigos com pedras mas com pneus queimando e gente dentro. Abismo entre teoria e realidade).

Mas foi você que veio tascando rótulos, estabelecendo fronteiras e ocidentalismos, separando europeus e não europeus, brancos, etc. Pra mim tal separação no âmbito da discussão que tínhamos é absolutamente irrelevante. De que me importa se o gato é branco ou pardo, preto, ocidental ou africano, Russell ou Certeau, desde que caçe o rato?

Minha birra recorrente com os rótulos colonizado, branco, europeu, ocidental, meu pau - oops, sorry - só aumenta. Vai virar meu ponto fraco.

Parênteses :

Penso pois na negação do postulado das paralelas de Euclides e vejo a prova viva de que a "nuance universal"  pode ser expandida quando mudamos os axiomas de base. Enquanto a geometria de Euclides funciona perfeitamente em superfícies planas (como uma folha de papel), as não euclidianas (negação do postulado das paralelas) são essenciais para descrever o mundo real curvo. Todas teorias logicamente consistentes, intrinsecamente válidas e não contraditórias, e UNIVERSAIS. Todas utilizáveis na prática desde que estabeleçamos os limites de uso de cada uma.

O social é subconjunto, uma pequena parte do todo atrelada a um éthos. E só!Colonized? Ocidental? Meu pau? Oops, sorry de novo.


(…)

Reminiscências

(1) Definições tautológicas são a carta coringa. Vale pra tudo o tempo todo. Nas nossas discussões, isso soa como pleonasmo vicioso, algo como “subir para cima”. 

Tinha dado como encerrado o assunto no Canto VI. Vide meus comentários. Mas ai vem você… seus áudios de whatsapp.

Instigado, instintos ancestrais afloram sem controle (“ele se julgava o demolidor…”).

(...)

(2) Chances quase nulas de ler Certeau e ser convencido por ele nesse assunto (e lerei, mas saiba: creio que Certeau concorda comigo que não somos "consequência exclusiva" do meio. Porque para ele, o ser humano é um "caçador furtivo" que cria significados próprios dentro das regras impostas. Duvidas? Bom, não leu Certeau o suficiente). Cuidado com a pressa pequeno Baudelaire.

O mesmo para os outros autores citados. 

Remark: eu leio Certeaus, mas será que eles  e você leram algo sobre matemática, física, etc.? Assimetrias.

(...)

(3) Embora o éthos forneça as "lentes" pelas quais enxergamos o mundo, a estrutura da razão ou da experiência humana possui constantes que transcendem o CEP e a época. Assim é a minha epistemologia, e acredite se quiser, cheguei nela sem nunca ter lido Kant ou adentrado o Racionalismo Classico ou até a Fenomenologia, sistematicamente (Talvez ainda faça isso por sua causa… e agradeço). Apenas parece-me o óbvio, o aderente com tudo o que vivi, experienciei até aqui. 

Mas vem você insistindo no contraponto moderno dos autores que cita, creio defensores da Epistemologia Social e do Pós-Estruturalismo (seja lá o que isso for). E já disse que estava satisfeito e o tempo se encarregaria de mudar minha ou sua opinião. 

Tempo para inspirar o ar de Itamar Assumpção e seu ‘Aprendiz de Feiticeiro’: “aprendi que a desavença, é por que sempre alguém pensa, que ninguém mais tem razão”. 

(...)

De volta.
(4) De minha parte, quero convencer ninguém. Duvida? What can I do? Estava eu aqui coçando saco na praia sem vontade de nada além de sorver o ócio. Quero convencer ninguém. Mas você descarrilou o trem e sei lá pra qual direção irá agora. Pode até ter colisão frontal, mas temos airbag e não matará. Estava apenas em busca da verdade e absolutamente aberto a aceitar novos argumentos. Desde que me convencessem, com explicações claras. Pedi. Pedi mais de uma vez. Recebi foram áudios com verborragia quase aleatória. Um fog que ainda assim não me tiraria do caminho.  Cartesiano, sei traçar uma reta, ou uma geodésica se o espaço for curvo. Ainda chego a meu destino.

(...)

(5) E nem me venha com Nelson Rodrigues, “não li e não gostei”. Você ainda é um pirralho perto do Nelson Rodrigues e agora nem tente usar o reacionário a seu favor. Esse ai é meu. Vá sim ler Lógica, Racionalismo, Russell e tutti quanti.

(...)

(6) Como lhe disse, estava satisfeito por ora. Mas você zerou tudo com áudios de whats. Retornou ao mesmo que escreveu no Canto IV e pior, depois de ter escrito o Canto VI concordando com algumas de minhas considerações educadas no V. 

Fragmentado.
Deco: o avatar acadêmico;
Canalha Lúcido: super ego intelectual. 
Cadê o cabeça? 

Fractais. Ou bipolaridade? Arrrrrmaria.


Pegando ar… Adelante hombre. Adelante! 

(...)

Finalizo suplicando algumas coisas, porque te amo, não o contrário:

  • cuidado com a afetação intelectual na ânsia de mostrar erudição ou conhecimento diametral citando autores e teorias recentes alavancada pela experiência acadêmica. Nem tudo pode ou deve ser lido sob o prisma de Certeau, Russell ou o karai. Acho que é apenas seu momento de efusões acadêmicas e culto a seus mentores. Veja, nada contra eles, nem contra sua antropofagia literária, mas suas conclusões começam a soar artificiais, teatrais, meros vetores para referências fora do eixo das discussões, como se todo assunto tivesse de mencionar por exemplo necropolítica, ocidentalização, e por ai vai. Não tem conseguido pensar fora da caixa. Da caixa da sala de aula, pautada pelas sugestões literárias prescritas pelos mestres. Vide, prescritas. Se não o fazem, e disso não sei - para fomentar o pensamento -, deveriam propor A e ~A (negativa de A). Uma escola e seu oposto. Se na sociologia, seria como propor Durkheim, Max Weber e Marx, no mínimo. Entende? Estamos numa sala de aula? Estás a ser sabatinado por seus professores? Quer provar algo a eles? Porque a falta de link é patente. E como ator, deixou de ser o original canelista para transformar-se por vezes num canastrão. O cerne aqui deveria ser a busca da verdade, filosofadas de bairro, de boteco. Tá virando palco para o “Deco” da História ou o Canalha Lúcido Intelectual a la Peninha. PQP!!! 
  • quem disse que a História ou a Matemática são o fiel da balança e o prisma de todas as discussões? Por vezes falo de batatas e você me trás o ‘não dito’ do historiador; cito Beleléu e você me fala do homo Faber, que porra é essa?
  • leia cuidadosamente o que escrevi, SOMENTE o que escrevi e tente eliminar  dos silêncios (o que não escrevi) as intenções que acha que quis imputar ao texto. Assim você cria um espantalho, um avatar de mim que usa para as réplicas que nem pedi nem perguntei. Misturar política e ideologia quando nem de perto os temas foram mencionados nos meus comentários no Canto VI? Aquilo disse mais sobre você que sobre mim. Até Judt você citou, tentando trazer uma referência que gosto como argumento de autoridade,  provavelmente mordendo a língua de nojo. E me poupe de mais uma tautologia social: “tudo é política, tudo é ideologia”.

  • Minha leitura psicológica dos seus últimos áudios é de que cometeu ato falho. Ao justificar que  não falava de política ou ideologia quando propunha a leitura dos autores que embasem sua epistemologia social, falou tudo, ao avesso do que queria. Só falava de política e ideologia, e mais, apontou sim falas catequizadas dos gurus da academia cujo mantra você já repetiu e que excomunguei acima como pleonasmo vicioso: “tudo é política, tudo é ideologia”. Em nenhum momento do papo falei de política, citei Olavo ou quem quer que seja, já que o substrato de meus comentários no Canto VI eram sobre pontos outros do seu texto. Li de novo, e de novo, e de novo… nada há ali que remeta à política ou ideologia. Mas você se defendeu do espantalho que considerou já questionando sua epistemologia social (sim, embora não soubesse que é) como influência da academia, dos professores e da esquerda. Trouxe o Olavo para a ribalta, não por acaso. Ato falho. Pior, confirmou o que temia e tentava negar. Sorry

Por fim, deixe-me dizer-lhe mais uma coisa, do fundo da alma, com a sinceridade que duvido conteste, do pseudo pai, de um velho de 59 anos cujo tempo amainou a vaidade, ceifou alguns graus nos níveis de testosterona, domesticou a violência e o predomínio do cerebelo nas reações emocionais (as vezes… infelizmente nem sempre), de alguém, que diferente do que já assumiu “publicamente”, tem zero necessidade de autoafirmação hoje em dia: escute-me agora, leia-me agora… sem resposta, pois NÃO trata-se de pergunta. Precisará de tempo para digerir e sim, talvez seja ele o senhor da razão. Por que sei disso? Quanta petulância a minha, certo? “Não sei, só seu que foi assim”. 

Apenas confie. Acho que mereço esse voto de confiança.

Estamos no mesmo lugar do início. Adelante hombre. Não falo mais… Geraes.

E não falarei mais mesmo. Daqui pra diante, voltaremos aqui em alguns anos. Talvez tenhamos mudado. Talvez não. 

A ver...


Beijo florido.
El demolidor
Strategos Aristides
Tio

Nenhum comentário:

Postar um comentário