Here we go again...
Thought that I wouldn't travel this year anymore but gotta fly again to US tomorrow. Anyway, it's not that bad since the aircraft just doesn't crash; then I can cope with all the rest: bad mood of Immigration Officers, all harassments that I might face abroad, the delays and jet lags, all the amazing service that I can experiment at our airports and the most important, the nicest people in the world, air companies' staff.
This fear is something that I can not get rid off even after many years flying, frequently. Guess it's under my DNA level or somewhere very well hidden in my conscience (also related to the fact we were made to walk, not to fly...). But it's something common in the human being (now I feel better...).
Apart from that - specially thinking like someone with a Statistics degree - flights are the most safe mean of transport. And they must be (I'll be there).
So, I'll be back after 2 weeks of having worked hard and enjoyed the cold whether in North America. This without mentioning the fact that I need to work wearing tie this time. Fantastic. But I just wanna be back and safe. Life is going well and I'll have my holidays next month, anyway.
Btw, sometimes I have the feeling the only reason for working like this is to have the right to take vacation.
Yes...yes...after the election here, I wouldn't like to take any subject fairly serious for a while. This voting season drainned my energy. And just fyi, I'm not a politician but I want to see this place becoming a great country where my kids can live better than I could. On the other hand, it's good to know that presidential election happens once every 4 years. Thank God.
So, at this time, I gave myself the right to just come over here and type whatever bs I want (as if it had been different in another time...). Just to keep the warmth.
Wait till the next post, when I may come up with my conclusions about Judt's book and the Europe's history of last century and how those lessons were not completely learned down here although more than 60 years have gone by (Pretentious, isn't it? And here I may be talking to myself...like a mad guy. Well, I can play...and be mad sometimes).
Guess we are loosing our memory...Or just not really caring about reading and studying anymore.
So... "that all folks".
It's a kind of "tilt" in my inspiration...
Elucubrações de um caminhante mineiro em terras desconhecidas (e conhecidas também). Cai dentro e descobre...
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Aspas
“Tudo continua como dantes no quartel d'Abrantes”.
O aparelhamento do estado, a satanização da oposição bem como a mitificação desse “gênio operário” já ultrapassaram o limite do bom senso há muito tempo.
Nada de gênio. “Um animal político, dos melhores, é fato”. Maior que o PT.
Surfou em cima de seu carisma e no populismo das analogias futebolísticas. Em seu currículo, debito, pessoalmente, a instituição da “ignorância como virtude cívica” no Brasil. E o escárnio às leis.
À sobrevivência do PT continua imperativo transformá-lo em Deus.
Agora eles tem mais 4 anos para solidificar a meta: transformar definitivamente o PT no estado brasileiro (ou não. Veremos). Gramsci e “hegemonia cultural” também devem fazer parte do menu. Parece que “os fins continuarão a justificar os meios”. Espero francamente que não. Lutemos para que não!!!
(...)
Dilma chegou com um discurso que me deu "alguma" esperança: decoro, respeito à constituição, liberdade e democracia, respeito à divergência. Já é melhor que o antecessor (até quando, não sei). Ele, contrariado, esquece do cargo e “larga o pau” como se todos devêssemos seguir para a guilhotina. No entanto, somos quase 44 milhões de brasileiros contra o discurso oficial. Caso queiram realmente fazer um governo para o povo, melhor levar em conta nossa voz. Sim!!! A propósito, ontem, no primeiro discurso oficial, só de ouvir todos os ‘S’ dos plurais já me soou melhor. Passei os últimos 8 anos zapeando todas as vezes que me deparava com a lula na TV fazendo seus discursos de improviso. Nefasto. E não acho que Dilma poderá transgredir e se esquivar tendo carisma e popularidade como escudos. Popularidade ela tem (agora). Carisma não.
O TSE informou que, com 100% dos votos apurados, Dilma Rousseff (PT) alcançou 55.752.529 votos (56,05% dos votos válidos). José Serra obteve 43.711.388 (43,95%). Votos nulos somaram 4,4%, e brancos, 2,3%. A abstenção ficou em 21,50% (29.197.152 pessoas deixaram de votar). O eleitorado brasileiro é de 135 milhões de pessoas.
(...)
Mitificações em geral são danosas. Principalmente as de natureza política. Não se pode dar carta branca a um homem público, tratá-lo como alguém acima do bem e do mal. Isso seria instituí-lo rei e, vivemos uma república. Aqui o “cabra” tem que prestar contas (ou deveria). O Estado é do povo, não privado. De deidade mesmo Squid “tá” mais pro demiurgo que bloqueia a rota do retorno ao Pleroma (pedante, eu sei. De propósito).
Se fez algo de bom, e fez, alguém mais preparado teria feito 2 vezes melhor. Qualquer um (menos o Sarney, Collor e essa trupe que anda do lado deles). Até a Dilma...Não o idolatro, portanto, de maneira nenhuma.
Precisamos de oxigênio. Alternância no poder é positiva.
Essa foi a pior eleição desde a redemocratização. Sem embate de idéias. Mesmice dos dois lados. Não houve oposição.
Findada a lama do marketing político, agora veremos quem é mesmo Dilma Roussef. E tomara que ela cale minha boca. Não com mordaça, mas com um governo.
Sem muita esperança, todavia. A máfia continua aquartelada.
“A luta está só começando”.
Veremos...
Serra: http://rudaricci.blogspot.com/2010/11/o-perfil-de-esquerda-de-serra.html
Dilma: http://rudaricci.blogspot.com/2010/11/o-passado-de-dilma.html
O aparelhamento do estado, a satanização da oposição bem como a mitificação desse “gênio operário” já ultrapassaram o limite do bom senso há muito tempo.
Nada de gênio. “Um animal político, dos melhores, é fato”. Maior que o PT.
Surfou em cima de seu carisma e no populismo das analogias futebolísticas. Em seu currículo, debito, pessoalmente, a instituição da “ignorância como virtude cívica” no Brasil. E o escárnio às leis.
À sobrevivência do PT continua imperativo transformá-lo em Deus.
Agora eles tem mais 4 anos para solidificar a meta: transformar definitivamente o PT no estado brasileiro (ou não. Veremos). Gramsci e “hegemonia cultural” também devem fazer parte do menu. Parece que “os fins continuarão a justificar os meios”. Espero francamente que não. Lutemos para que não!!!
(...)
Dilma chegou com um discurso que me deu "alguma" esperança: decoro, respeito à constituição, liberdade e democracia, respeito à divergência. Já é melhor que o antecessor (até quando, não sei). Ele, contrariado, esquece do cargo e “larga o pau” como se todos devêssemos seguir para a guilhotina. No entanto, somos quase 44 milhões de brasileiros contra o discurso oficial. Caso queiram realmente fazer um governo para o povo, melhor levar em conta nossa voz. Sim!!! A propósito, ontem, no primeiro discurso oficial, só de ouvir todos os ‘S’ dos plurais já me soou melhor. Passei os últimos 8 anos zapeando todas as vezes que me deparava com a lula na TV fazendo seus discursos de improviso. Nefasto. E não acho que Dilma poderá transgredir e se esquivar tendo carisma e popularidade como escudos. Popularidade ela tem (agora). Carisma não.
O TSE informou que, com 100% dos votos apurados, Dilma Rousseff (PT) alcançou 55.752.529 votos (56,05% dos votos válidos). José Serra obteve 43.711.388 (43,95%). Votos nulos somaram 4,4%, e brancos, 2,3%. A abstenção ficou em 21,50% (29.197.152 pessoas deixaram de votar). O eleitorado brasileiro é de 135 milhões de pessoas.
(...)
Mitificações em geral são danosas. Principalmente as de natureza política. Não se pode dar carta branca a um homem público, tratá-lo como alguém acima do bem e do mal. Isso seria instituí-lo rei e, vivemos uma república. Aqui o “cabra” tem que prestar contas (ou deveria). O Estado é do povo, não privado. De deidade mesmo Squid “tá” mais pro demiurgo que bloqueia a rota do retorno ao Pleroma (pedante, eu sei. De propósito).
Se fez algo de bom, e fez, alguém mais preparado teria feito 2 vezes melhor. Qualquer um (menos o Sarney, Collor e essa trupe que anda do lado deles). Até a Dilma...Não o idolatro, portanto, de maneira nenhuma.
Precisamos de oxigênio. Alternância no poder é positiva.
Essa foi a pior eleição desde a redemocratização. Sem embate de idéias. Mesmice dos dois lados. Não houve oposição.
Findada a lama do marketing político, agora veremos quem é mesmo Dilma Roussef. E tomara que ela cale minha boca. Não com mordaça, mas com um governo.
Sem muita esperança, todavia. A máfia continua aquartelada.
“A luta está só começando”.
Veremos...
Serra: http://rudaricci.blogspot.com/2010/11/o-perfil-de-esquerda-de-serra.html
Dilma: http://rudaricci.blogspot.com/2010/11/o-passado-de-dilma.html
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Ai é demais!!!
Li em algum lugar referência à reportagem “A tomografia da fita crepe”, cuja fonte era uma tal 'Carta Maior'. Fui eu então dar uma olhada, não pelo episódio da fita crepe, irrelevante e tão banal quanto as campanhas dos candidatos, mas pela fragilidade/banalidade do argumento. Queria entender a fonte.
Pensei que tivesse visto tudo na vida. Estava errado. Essa tal Carta maior é um blog chapa branca péssimo. Chapa branca mesmo, a começar pelo patrocínio da Petrobras... do PT.
Reescrevem a história a bel-prazer (não a da fita crepe, isso é babaquice. A História, com H, em outros artigos do blog). Isso é que nem interpretação da bíblia pelos pastores das igrejas picaretas. Há sempre uma versão/interpretação a favor do fim que se almeja.
Na matéria 'Jornalista é demitido por fazer matéria sobre marxismo', exaltam o marxismo esquecendo por inteiro a história (com H) do século passado e todos os side effects dos totalitarismos de esquerda que varreram a Europa oriental e findaram todos (vejam vocês, eram bons demais) até 1989.
Alguém ai já leu Tony Judt? Por acaso sabem o que foi o Holodomor e o Grande Expurgo? Gulags, sabem o que eram? Conhecem por acaso no que se transformaram a Tchecoslováquia, a Polônia, a Romênia, Ucrânia, a Hungria, durante a famosa ditadura do proletariado de um partido único cujo clero despachava de Moscou? Tudo bem, a URSS combateu o nazismo de Hitler e "libertou" alguns países invadidos. Outros foram anexados no pós-guerra ("no imediato pós-guerra, o socialismo foi associado diretamente à causa da libertação nacional e, muito por influência da União Soviética, os partidos comunistas chegaram ao poder nos governos locais. Em alguns deles houve um golpe de Estado para que isso ocorresse, como na Romênia e na Polônia. Em outros, porém, a adesão ao socialismo foi espontânea e democrática (como na Tchecoslováquia, onde o PC local tinha votos de 40% do eleitorado). Além disso, os três países bálticos (Letônia, Estônia e Lituânia) foram anexados à URSS como repúblicas socialistas soviéticas". Fonte: Wikipédia).
Mas lembrem-se, Stalin não era melhor que seu "antípoda" alemão. Em termos de genocídio, o Holodomor (a Grande Fome da Ucrânia) só não teve os campos de concentração nominados. No resto, fez o mesmo estrago. Milhões de mortes, por inanição, fome. Na primavera de 1933, na Ucrânia, morriam de fome 17 pessoas por minuto, 1000 por hora, quase 25000 por dia…Óbvio, sem que o ocidente tomasse conhecimento disso. A imprensa era chapa branca, do partido, e todos, todos que não fossem a favor iam para a "fogueira da inquisição" do Grande Expurgo, que também matou outros milhares de pessoas. Livrar-se de Hitler podia significar deparar-se com Stalin ("se correr o bicho pega, se ficar o bicho come"). Liberdade???
Sabiam que o pressuposto de Lenin ao romper com a antiga Internacional Socialista foi centralizar as organizações revolucionárias conforme o modelo bolchevique recebendo instruções de Moscou? Que o Comintern de 1920 e suas 21 condições encerrava uma 22a não formalmente escrita - segundo o líder socialista francês Paul Faure - que autorizava os bolcheviques a ignorar as outras 21, se lhes fosse conveniente? AI5 vermelho. Isto é história meu caro. Contada aos quatro ventos, na Internet e em milhares de fontes. Pode pesquisar. Pesquise bastante, de mente aberta. Analise. Nunca parta de um pressuposto e só ache os argumentos pra justificá-lo. Pesquise, pesquise mesmo, várias fontes, autores... Só depois conclua.
O único lugar onde a história pode ser reescrita (para atingir seus objetivos) é em blogs e publicações como essa tal Carta Maior. Maior???
"Perá lá psiu". A tal Carta Maior festeja a censura da imprensa e diz que a "grande imprensa" é golpista. Leia-se grande imprensa como "todos eles atravancando meu caminho", pequeno ou grande. Tamanho aqui não é documento. "Não está comigo está contra mim".
No resto do blog só panfletagem, nada de reportagem. Isso não é imprensa. Nunca foi. Serve de alimento só para os radicais amestrados. Isso é o caminho para o inferno e, já vimos essa história.
Aliás, vão estudar a história do Século passado e parem de ler esse lixo.
Caso continuem, correm o risco de acreditar que Squid subiu no Monte Pascoal e recebeu 'Dele' os 10 madamentos petistas para a felicidade do "polvo" brasileiro. Ladeado por Dirceu, Dilma e outros xiitas do partido, apareceu depois nas ruas numa bruma (de Avalon) encantada e desatou a fazer milagres. Foi ele que fez tudo. O Saci Pererê, foi ele quem inventou. O coelho da páscoa também. Inventou até a felicidade.
...E todos viveram felizes para sempre...
PQP, 101.590.153 destinaram seu voto a um dos candidatos à presidência da República no primeiro turno, sendo estes votos considerados válidos. Deu segundo turno.
Sou brasileiro, juntamente com os outros 53.936.129 brasileiros que NÃO votaram no discurso oficial, 53,09% dos votos acima.
Nós só queremos continuar a ter o direito da escolha, plural. Teve Dilma, Serra, Marina, Plínio, Eymael, Zé Maria, Levy, Ivan Pinheiro e Rui Costa. Muitos partidos. Democracia.
Me preocupa gente instruída que ainda acredita nessa baboseira sem estudo ou questionamento.
Para eles um recado: caso vejam a mula sem cabeça por ai, mandem saudações minhas. Para o coelho da páscoa não precisa, falei com ele ontem. Não vou falar do Papai Noel porque isso é "invenção burguesa estadunidense".
No hope...
Pensei que tivesse visto tudo na vida. Estava errado. Essa tal Carta maior é um blog chapa branca péssimo. Chapa branca mesmo, a começar pelo patrocínio da Petrobras... do PT.
Reescrevem a história a bel-prazer (não a da fita crepe, isso é babaquice. A História, com H, em outros artigos do blog). Isso é que nem interpretação da bíblia pelos pastores das igrejas picaretas. Há sempre uma versão/interpretação a favor do fim que se almeja.
Na matéria 'Jornalista é demitido por fazer matéria sobre marxismo', exaltam o marxismo esquecendo por inteiro a história (com H) do século passado e todos os side effects dos totalitarismos de esquerda que varreram a Europa oriental e findaram todos (vejam vocês, eram bons demais) até 1989.
Alguém ai já leu Tony Judt? Por acaso sabem o que foi o Holodomor e o Grande Expurgo? Gulags, sabem o que eram? Conhecem por acaso no que se transformaram a Tchecoslováquia, a Polônia, a Romênia, Ucrânia, a Hungria, durante a famosa ditadura do proletariado de um partido único cujo clero despachava de Moscou? Tudo bem, a URSS combateu o nazismo de Hitler e "libertou" alguns países invadidos. Outros foram anexados no pós-guerra ("no imediato pós-guerra, o socialismo foi associado diretamente à causa da libertação nacional e, muito por influência da União Soviética, os partidos comunistas chegaram ao poder nos governos locais. Em alguns deles houve um golpe de Estado para que isso ocorresse, como na Romênia e na Polônia. Em outros, porém, a adesão ao socialismo foi espontânea e democrática (como na Tchecoslováquia, onde o PC local tinha votos de 40% do eleitorado). Além disso, os três países bálticos (Letônia, Estônia e Lituânia) foram anexados à URSS como repúblicas socialistas soviéticas". Fonte: Wikipédia).
Mas lembrem-se, Stalin não era melhor que seu "antípoda" alemão. Em termos de genocídio, o Holodomor (a Grande Fome da Ucrânia) só não teve os campos de concentração nominados. No resto, fez o mesmo estrago. Milhões de mortes, por inanição, fome. Na primavera de 1933, na Ucrânia, morriam de fome 17 pessoas por minuto, 1000 por hora, quase 25000 por dia…Óbvio, sem que o ocidente tomasse conhecimento disso. A imprensa era chapa branca, do partido, e todos, todos que não fossem a favor iam para a "fogueira da inquisição" do Grande Expurgo, que também matou outros milhares de pessoas. Livrar-se de Hitler podia significar deparar-se com Stalin ("se correr o bicho pega, se ficar o bicho come"). Liberdade???
Sabiam que o pressuposto de Lenin ao romper com a antiga Internacional Socialista foi centralizar as organizações revolucionárias conforme o modelo bolchevique recebendo instruções de Moscou? Que o Comintern de 1920 e suas 21 condições encerrava uma 22a não formalmente escrita - segundo o líder socialista francês Paul Faure - que autorizava os bolcheviques a ignorar as outras 21, se lhes fosse conveniente? AI5 vermelho. Isto é história meu caro. Contada aos quatro ventos, na Internet e em milhares de fontes. Pode pesquisar. Pesquise bastante, de mente aberta. Analise. Nunca parta de um pressuposto e só ache os argumentos pra justificá-lo. Pesquise, pesquise mesmo, várias fontes, autores... Só depois conclua.
O único lugar onde a história pode ser reescrita (para atingir seus objetivos) é em blogs e publicações como essa tal Carta Maior. Maior???
"Perá lá psiu". A tal Carta Maior festeja a censura da imprensa e diz que a "grande imprensa" é golpista. Leia-se grande imprensa como "todos eles atravancando meu caminho", pequeno ou grande. Tamanho aqui não é documento. "Não está comigo está contra mim".
No resto do blog só panfletagem, nada de reportagem. Isso não é imprensa. Nunca foi. Serve de alimento só para os radicais amestrados. Isso é o caminho para o inferno e, já vimos essa história.
Aliás, vão estudar a história do Século passado e parem de ler esse lixo.
Caso continuem, correm o risco de acreditar que Squid subiu no Monte Pascoal e recebeu 'Dele' os 10 madamentos petistas para a felicidade do "polvo" brasileiro. Ladeado por Dirceu, Dilma e outros xiitas do partido, apareceu depois nas ruas numa bruma (de Avalon) encantada e desatou a fazer milagres. Foi ele que fez tudo. O Saci Pererê, foi ele quem inventou. O coelho da páscoa também. Inventou até a felicidade.
...E todos viveram felizes para sempre...
PQP, 101.590.153 destinaram seu voto a um dos candidatos à presidência da República no primeiro turno, sendo estes votos considerados válidos. Deu segundo turno.
Sou brasileiro, juntamente com os outros 53.936.129 brasileiros que NÃO votaram no discurso oficial, 53,09% dos votos acima.
Nós só queremos continuar a ter o direito da escolha, plural. Teve Dilma, Serra, Marina, Plínio, Eymael, Zé Maria, Levy, Ivan Pinheiro e Rui Costa. Muitos partidos. Democracia.
Me preocupa gente instruída que ainda acredita nessa baboseira sem estudo ou questionamento.
Para eles um recado: caso vejam a mula sem cabeça por ai, mandem saudações minhas. Para o coelho da páscoa não precisa, falei com ele ontem. Não vou falar do Papai Noel porque isso é "invenção burguesa estadunidense".
No hope...
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Game over
Nessa reta final estou me afogando do mesmo assunto. Para onde me volto é aborto, fundamentalismo, caso Erenice, quebra de sigilo, Paulo Preto, "luladas" e toda a sorte de sujeira e banalidade que se possa imaginar. Não sei porque alguns ainda mantêm o otimismo. Será que perdi alguma coisa?
Tá muito ruim... Ruim demais!
(...)
Vi Tropa de Elite 2, logo após seu lançamento. Quatro dias de depressão.
Agora na televisão me deparo com Cidade dos Homens.
Depois do filme, já deprimido, zapeando, caio no fosso da Record com o debate. "Valha-me Deus Nossa Senhora". Isso é o fim do mundo? O Apocalipse?
Nosso cinema hoje em dia é absurdamente verossímil, uma catarse. Os filmes não impactam mais pela ficção, mas sim pela crueza. Um murro no estômago. Será que estive hibernando por tanto tempo?
Mas o debate me fez mais mal ainda. What the hell is that? Tive enjoo. Troquei de canal. Mas vide artigo do UOL:
"(...) o espectador não vai perceber que a resposta de Serra sobre Erenice Guerra ocorreu em resposta a uma questão sobre banda larga, nem que Dilma está falando sobre Paulo Preto em resposta a uma pergunta sobre a Petrobras."
Isso não é nem conversa de bêbado. É marketing político, partido empresa. Ideias? O país? Debate??? Debate???
(...)
Um dia idolatrei Woodstock. Quis ser hippie...mas cheguei atrasado. Tenho 44.
Já fantasiei a política e acreditei no socialismo inevitável. Só no conceito, porque nunca li Engels ou Marx. Mas usei camisa da feira hippie, gostei dos posteres do Che e participei do Centro de Estudos de Matemática, na Federal ("tava" mesmo hibernando).
Como todo adolescente universitário, quis mudar o mundo... com uma foice e um martelo. Atrasado de novo. Já vivíamos a revolução da informação, a Perestroika e, ninguém usava mais foice e martelo (nem no campo). Stalin já havia matado o comunismo (e muita, muita gente), assustado o socialismo e criado o Stalinismo com o Holodomor e o Grande Expurgo, pavimentado assim, como diria Hannah Arendt, "o caminho para o inferno". Estava eu de novo atrasado, e mal informado, nos meus 19 anos (hibernando de novo).
Tivemos a redemocratização, a constituição de 88, os escândalos do Sarney, do Paulo César, o impeachment.
Continuamos a ter escândalos. Do Renan, do Sarney, do PT...Todo dia.
É... 3:16AM. Melhor mesmo é ir dormir...
E torcer (dessa vez conscientemente) pra acordar só daqui a uns 4 anos.
"Me tira o tubo..."(1)
________________________________________________________
(1) "O amigo do João", personagem do Jô Soares no Viva o Gordo - 1985.
Tá muito ruim... Ruim demais!
(...)
Vi Tropa de Elite 2, logo após seu lançamento. Quatro dias de depressão.
Agora na televisão me deparo com Cidade dos Homens.
Depois do filme, já deprimido, zapeando, caio no fosso da Record com o debate. "Valha-me Deus Nossa Senhora". Isso é o fim do mundo? O Apocalipse?
Nosso cinema hoje em dia é absurdamente verossímil, uma catarse. Os filmes não impactam mais pela ficção, mas sim pela crueza. Um murro no estômago. Será que estive hibernando por tanto tempo?
Mas o debate me fez mais mal ainda. What the hell is that? Tive enjoo. Troquei de canal. Mas vide artigo do UOL:
"(...) o espectador não vai perceber que a resposta de Serra sobre Erenice Guerra ocorreu em resposta a uma questão sobre banda larga, nem que Dilma está falando sobre Paulo Preto em resposta a uma pergunta sobre a Petrobras."
Isso não é nem conversa de bêbado. É marketing político, partido empresa. Ideias? O país? Debate??? Debate???
(...)
Um dia idolatrei Woodstock. Quis ser hippie...mas cheguei atrasado. Tenho 44.
Já fantasiei a política e acreditei no socialismo inevitável. Só no conceito, porque nunca li Engels ou Marx. Mas usei camisa da feira hippie, gostei dos posteres do Che e participei do Centro de Estudos de Matemática, na Federal ("tava" mesmo hibernando).
Como todo adolescente universitário, quis mudar o mundo... com uma foice e um martelo. Atrasado de novo. Já vivíamos a revolução da informação, a Perestroika e, ninguém usava mais foice e martelo (nem no campo). Stalin já havia matado o comunismo (e muita, muita gente), assustado o socialismo e criado o Stalinismo com o Holodomor e o Grande Expurgo, pavimentado assim, como diria Hannah Arendt, "o caminho para o inferno". Estava eu de novo atrasado, e mal informado, nos meus 19 anos (hibernando de novo).
Tivemos a redemocratização, a constituição de 88, os escândalos do Sarney, do Paulo César, o impeachment.
Continuamos a ter escândalos. Do Renan, do Sarney, do PT...Todo dia.
É... 3:16AM. Melhor mesmo é ir dormir...
E torcer (dessa vez conscientemente) pra acordar só daqui a uns 4 anos.
"Me tira o tubo..."(1)
________________________________________________________
(1) "O amigo do João", personagem do Jô Soares no Viva o Gordo - 1985.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Hai-Kai do ZéMota
Tem gente que tá vivo, mas já morreu. Tem outros que não.
É meu conforto
Da vida só me tiram...
Morto. (1)
Homenagem ao meu pai (espero que o Millôr não me processe por copyright. É dele).
__________________________
(1) Meu Haikai preferido do Millôr Fernandes.
domingo, 24 de outubro de 2010
O Cachorro de Pavlov
Entendo a defesa de uma crença, a justificação de um posicionamento. Porém, atores do Século XXI desprezando o legado do Século XVII - Descartes, Spinoza, Locke e Newton, seminais para o Iluminismo do século seguinte - para retornarem militantemente ao sectarismo e proselitismo religioso, político, me aflige sobremaneira. Isso sem falar no desprezo ao método científico e à lógica.
É um passo (ou vários passos) para trás.
Tenho recebido e-mails (de várias fontes) com posicionamentos cegos, carentes de embasamento ou justificação plausível. Meros proselitismos políticos, como textos preparados por “torcidas organizadas”. Quero deixar claro que embora não seja ninguém, ou talvez por isso mesmo, dispenso toda e qualquer panfletagem que ofenda minha ínfima inteligência. Vamos por partes:
- “Dubito, ergo cogito, ergo sum” [1]. Nenhum argumento de autoridade, vindo de quem quer que seja (e devo dizer que os que tenho recebido são pífios), é suficiente por si só para convencer-me sem o devido estudo e/ou reflexão.
Diferentemente do cachorro de Pavlov, prefiro acreditar que ainda consigo me livrar do condicionamento clássico[2] e renego, portanto, o Behaviorismo inicial de Watson. Prefiro aceitar as últimas verdades da neurociência e alguns dos argumentos de Chomsky que me garatem alguma autonomia intelectual.
E já que falei de animais e de argumentos de autoridade, cito (propositalmente) o sarcasmo de Olavo de Carvalho no texto ‘Rorty e os Animais’ em seu livro ‘O Imbecil Coletivo: Atualidades Inculturais Brasileiras’, 5a ed., pp. 60-67.
Olavo, ao comentar um artigo de Richard Rorty na Folha de S. Paulo num três de Março qualquer, disse o seguinte:
“(...) Mas não creio que o Sr. Rorty escreva assim por mera inépcia. Ele sabe que mente — e o segredo do fascínio que ele exerce sobre hordas de jovens pedantes consiste precisamente em que, descrendo de toda verdade, eles invejam o poder de mentir bem. Há muita gente que sonha em ser Richard Rorty quando crescer.
(...)
Quem conhece o Sr. Rorty pessoalmente garante que ele é um primor de simpatia. Acredito. Mas duvido que abane o rabo. Afinal, não é ele o animal da história [3]”.
Deveríamos (todos) voltar os olhos para uma política mais racional, menos “sanguínea”. Futebol é para estádios. Lá podemos xingar o juiz, odiar o adversário por 90 minutos e lavar a alma sendo irracionais e fanáticos.
Dentro do estádio e por 90 minutos, onde ainda podemos dar vazão aos nossos estímulos animais ancestrais separados por grades/telas/cercas e tutelados pela polícia. Lá seria um bom lugar e, 90 minutos, um bom tempo para salivarmos como o cachorro da experiência de Pavlov.
Mas fazer isso aqui fora, com política, é o mesmo que transformar o país num experimento de condicionamento de quatro anos.
Prós e contras, bem e mal, esse maniqueísmo binário só é bom e funciona perfeitamente na álgebra booleana.
Abramos os olhos, pois, ouvidos, mentes. Menos beligerância.
Ah... E caso não tenha nada de útil a acrescentar, apenas esqueça meu endereço eletrônico...
E vá ler um livro...Por favor.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Estatuto do Torcedor
Depois de ver o noticiário de ontem com as cenas do tumulto na caminhada do Serra pelo Rio, pensei mesmo que deveríamos implementar ‘O Estatuto do Torcedor’ para essa militância política acéfala (de ambos os lados) aqui “desse nosso sítio”.
Eis então que me deparo agora (sem nenhuma surpresa, though) com os comentários sempre sensatos de vossa excelência, Squid, no UOL. Reproduzo um trecho: "Primeiro bateu uma bola de papel na cabeça do candidato, ele nem deu toque para a bola, olhou para o chão e continuou andando. Vinte minutos depois esse cidadão recebe um telefonema, deve ser o diretor de produção dele que orientou que ele tinha que criar um factoide, deve ter lembrado do jogo do Chile com o Brasil". Puro deleite. Quase saltei do sétimo andar, tal meu grau de satisfação.
Diante de tantas analogias molústicas, futebolísticas, venho dizendo há tempos que isso não é mais embate político, é futebol (http://strategosaristides.blogspot.com/2010/10/meu-caro-amigo.html). Militância política é torcida, com a mesma “fé cega, faca amolada” dos sectários e fanáticos em geral.
Em artigo anterior, inclusive, vislumbrei Squid como o novo técnico da Seleção Brasileira num cenário apocalíptico onde o estado de direito fora surrupiado pelo unipartidarismo bolivariano de líderes como Chávez e Squid (http://strategosaristides.blogspot.com/2010/07/diplomacia-69_23.html).
Pra alguém despudorado ao emitir comentários inconsequentes – a despeito de sua posição - sobre qualquer assunto, embasados tão somente pela sua farta "incultura", "deserudição" e "desperspectiva" econômica, filosófica, literária; para alguém acostumado a zombar das leis e instituições e subverter tudo a decisões pessoais desconsiderando a Constituição com a confiança indefectível em seu ego e popularidade, como se estivéssemos todos num bar numa discussão entre desafetos, melhor seria estender de vez a Lei 10.671/03 (conhecida como ‘Estatuto do Torcedor’) - de autoria do Poder Executivo e sancionada no Governo “da” Lula, em 15 de maio de 2003 - aos partidos políticos e seus marionetes "desmilitantes".
Para essa lei, é garantido o entendimento de Squid. Pelo menos foi ele quem sancionou.
Talvez ele até cumpra (se o time dele estiver ganhando).
Afinal, vossa excelência sabe - com certeza - cantar aquela musiquinha:
“Aqui tem um bando de louco
Louco por ti “Curinthia”
Aqueles que acham que é pouco
Eu vivo por ti Curinthia (...)”.[1]
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Eis então que me deparo agora (sem nenhuma surpresa, though) com os comentários sempre sensatos de vossa excelência, Squid, no UOL. Reproduzo um trecho: "Primeiro bateu uma bola de papel na cabeça do candidato, ele nem deu toque para a bola, olhou para o chão e continuou andando. Vinte minutos depois esse cidadão recebe um telefonema, deve ser o diretor de produção dele que orientou que ele tinha que criar um factoide, deve ter lembrado do jogo do Chile com o Brasil". Puro deleite. Quase saltei do sétimo andar, tal meu grau de satisfação.
Diante de tantas analogias molústicas, futebolísticas, venho dizendo há tempos que isso não é mais embate político, é futebol (http://strategosaristides.blogspot.com/2010/10/meu-caro-amigo.html). Militância política é torcida, com a mesma “fé cega, faca amolada” dos sectários e fanáticos em geral.
Em artigo anterior, inclusive, vislumbrei Squid como o novo técnico da Seleção Brasileira num cenário apocalíptico onde o estado de direito fora surrupiado pelo unipartidarismo bolivariano de líderes como Chávez e Squid (http://strategosaristides.blogspot.com/2010/07/diplomacia-69_23.html).
Pra alguém despudorado ao emitir comentários inconsequentes – a despeito de sua posição - sobre qualquer assunto, embasados tão somente pela sua farta "incultura", "deserudição" e "desperspectiva" econômica, filosófica, literária; para alguém acostumado a zombar das leis e instituições e subverter tudo a decisões pessoais desconsiderando a Constituição com a confiança indefectível em seu ego e popularidade, como se estivéssemos todos num bar numa discussão entre desafetos, melhor seria estender de vez a Lei 10.671/03 (conhecida como ‘Estatuto do Torcedor’) - de autoria do Poder Executivo e sancionada no Governo “da” Lula, em 15 de maio de 2003 - aos partidos políticos e seus marionetes "desmilitantes".
Para essa lei, é garantido o entendimento de Squid. Pelo menos foi ele quem sancionou.
Talvez ele até cumpra (se o time dele estiver ganhando).
Afinal, vossa excelência sabe - com certeza - cantar aquela musiquinha:
“Aqui tem um bando de louco
Louco por ti “Curinthia”
Aqueles que acham que é pouco
Eu vivo por ti Curinthia (...)”.[1]
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[1] Bando de Louco - Composição: Gaviões da Fiel
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